Afasia

«Alteração patológica da linguagem.

Este enfermidade, que é consequência de lesões cerebrais localizadas no hemisfério esquerdo nos dextros, pode surgir em sujeitos de inteligência normal e que não apresentam problemas de afectividade nem deficiência das funções perceptivas e motoras. Apesar da etimologia da palavra, não há perda da fala mas perturbação da capacidade de utilização das regras que permitem produzir e compreender as mensagens verbais.

Os aspectos da afasia são múltiplos. Podem ser agrupados em duas formas principais: a afasia de Wernicke, ou afasia sensorial, e a afasia de Broca, . Na primeira, o doente fala, embora mal, o seu vocabulário apresenta lacunas, dificilmente compreeende o que se lhe diz e, com frequência perde o sentido da linguagem escrita. Na segunda, não é a compreensão da fala a atingida, mas a expressão. O doente torna-se incapaz de articular uma palavra e não volta mesmo a conseguir expressar-se espontaneamente pela escrita. Estas perturbações verificam-se na sequência de acidentes vasculares cerebrais, de traumatismos cranianos, de encefalites, de tumores cerebrais, etc., mas também ocorrem, de forma transitória, no decurso de certas doenças (como a diabetes) ou intoxicações (por monóxido de carbono, por exemplo). As tentativas de tratamento da afasia são ilusórias. Na falta de uma terapêutica, uma reeducação bem conduzida pode ajudar os afásicos.»

Dicionário Temático Larousse – Psicologia; Colecção Temas & Debates; Grupo Cofina Medina; 2008, Porto Alto.

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